sábado, 13 de agosto de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Corpos Ausentes [Manifesto]
O OSSO se propõe como um coletivo de performances urbanas. Queremos dizer com isso a prática, o desenvolvimento de performances em ruas, praças, estações de transbordo, espaços que facilmente localizamos como espaços públicos, pertecentes a todos ou em seu duplo, pertecentes a ninguém. Contudo, a nossa inquietação não está vinculada a materialidade do espaço, mas sim aquilo que lhe dá vida, dinâmica, fluxo. Nos propomos ir ao encontro dessa alteridade, traduzido genericamente como o transeunte. De certo esse encontro não se dá em um espaço abstrato, ao longo das mostras percebemos espacialidades distintas reconhecendo aí o nosso lócus artístico. Essa relação com o outro, a imprevisibilidade dos espaços “artisticamente” não informados são entendidos como elementos constitutivos de cada performance. A avalanche polissêmica nos parece ser mais interessante que a operação de significação. Entendemos enquanto performistas que somos um dispositivo , um desencadeador de narrativas , menos que uma ruptura ou intervenção, buscamos a rearticulação , a composição entre nós e essa efervecência do dia-a-dia.
Assim, corpos ausentes foi o caminho que encontramos para dialogar com esse “espaço informado”. Não estamos negando a galeria, realizamos a performance. Os corpos ausentes não diz respeito apenas a ausência dos corpos do OSSO, mas do rapaz que Rose precisou negociar em sua performance em cachoeira, os meninos que se apropriaram da casa de tuti no dique do Tororó, do crente da bola de neve church proibindo a distribuição dos meus santinhos. Da senhora que recolheu algumas maças em Coirme e Damião de João. E recupeando experiências dos nossos fraturados, os cachorros que perseguiram Alê no Largo da Mariquita. É a ausência de espontâneidade, da falta de controle, da relação...
Com esse trabalho buscamos atender tanto a proposta da mostra quanto não abrir mão da nossa coerência, princípios, ética. Não se traz a rua para a galeria, pode-se tentar, assumindo o risco de cair no terreno da representação. Preferimos assumir a absentia do cubo branco.
OSSO_Coletivo de Performances Urbanas
Proposta para a exposição Corpo Aberto Corpo Fechado
Salvador-BA, dia 17 de maio de 2011
quinta-feira, 12 de maio de 2011
CORPO ABERTO CORPO FECHADO

O título da Mostra “Corpo Aberto Corpo Fechado” faz alusão às ações e performances apresentadas nos espaços públicos em contraposição às exibições nos espaços institucionais. O Corpo Aberto (vulnerável, instável, imprevisível) na rua, o Corpo Fechado (protegido, adestrado, previsível) na galeria. O objetivo do evento é reunir artistas performáticos e coletivos de performances urbanas em atuação na cidade de Salvador-Bahia e no Recôncavo Baiano para uma série de apresentações e debates sobre a transposição de propostas pensadas para o espaço urbano, as ruas, em direção ao espaço institucional, o museu, a galeria. Como os impedimentos e as regras inerentes à exposição no cubo branco modificam o formato de uma performance ou ação pensada originalmente para o espaço urbano?
programação:sábado, 2 de abril de 2011
ENLATADOS [PARQUE DE PITUAÇU]
Um circuito de ações gera um sentido em um processo de visibilidade/invisibilidade, ou atividade/passividade. Ao comer a sardinha está invisível no ato à pesca do peixe, ao ser pescado pela latinha está invisível o ato de consumir o peixe. O homem e o peixe são postos em simetria, configurando situações de atividade ( o homem consome o peixe) e passividade (o homem é pescado pela latinha), ao consumir a sardinha o homem é por ela pescado.
A busca dessa performance está em ser capaz de desvelar, mesmo em um circuito curto de ações, as rugosidades invisíveis de cada ato cotidiano, nessas rugosidades co-existem uma série de atividades em que naquele contexto se realizam na invisibilidade. A poesia, dessa maneira, surge como o “inutensílio” perfeito para abertura dessas fendas na visibilidade.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
MOSTRA OSSO CACHOEIRA [ANPAP] DIA 24/09/10
BIA DE MEDEIROS
[DESFAZENDO UNHAS EM UAI UI]
DANI FELIX
[DANDO NOME AOS BOIS]
ROSE BOARETTO
[LETRAS SOBRE PAPEL...]
TUTI MINERVINO
[MEU NOME NÃO É TUTI]
ZMÁRIO
[AUTO-CASTIGO]
CONVIDADOS:
SANTIAGO CAO
[A MORTE DO ARTISTA]
JUAN MONTELPARE
[O QUE É MAIS IMPORTANTE O REGISTRO OU A PERFORMANCE?]
FOTOGRAFIAS: JUAN MONTELPARE
domingo, 5 de setembro de 2010
MOLA 26 a 29 de SETEMBRO [PEDRO ARCANJO- PELOURINHO/CENTRO HISTÓRICO] SALVADOR-BAHIA- BRASIL
MOLA
MOSTA _OSSO_ LATINO-AMERICANA
A MOLA (Mostra OSSO Latino-Americana) acontecerá no Centro Histórico da cidade de Salvador-Bahia-Brasil, entre os dias 26 a 29 de setembro de 2010, e terá como base o Largo Pedro Arcanjo. Produzida pelo OSSO Coletivo de Performances Urbanas, a MOLA, além de caracterizar um (re) encontro entre artistas e pesquisadores da arte da performance, representa também o encerramento de um ciclo de atividades iniciadas no ano de 2009 com a série Praças. Entre agosto e dezembro de 2009 foram realizadas cinco mostras performáticas, cada uma orientada por uma temática, compondo, desta maneira, o espaço urbano da cidade de Salvador e seu entorno em séries artísticas. Agosto → Praças e cidade de Cachoeira. Setembro → Estações de transbordo. Outubro → Pontes, Viadutos e Passarelas. Novembro → Igrejas e Cemitérios. Dezembro → Férias, nos diversos lugares onde os integrantes do Osso estivessem. A cada mês, o Coletivo convidava artistas performadores para compartilhar arte e rua, objetivando com isso descentralizar os espaços artísticos, levar arte ao cotidiano dos transeuntes em seu próprio habitat, o espaço urbano.
Ao longo desses cinco meses, parcerias, artistas vizinhos ou de lugares distantes calcificaram o Osso. Começamos a perceber a existência de uma rede de performadores que transpassa toda a América Latina; além do caráter independente de suas propostas estéticas, onde cada coletivo e artista são fundamentais para a dinâmica dessa teia de relações. Com o objetivo de potencializar essa rede e inserir Salvador no calendário dos festivais e mostras de peformance ao redor do mundo é que o OSSO vem aglutinando parcerias, “amolando a faca” e tencionando a MOLA, que contará com a participação de performadores entre estrangeiros e brasileiros. Estarão aqui presentes artistas do Peru, Equador, Argentina, Colômbia e Venezuela. As performances acontecerão nas ruas e praças, esquinas e coretos, ladeiras e escadarias e no próprio Largo, onde sediará também a Exposição MOLA com curadoria do OSSO, Cacá Faria e Andres Murillo; a plataforma de Telepresença e o “Fazendo Sala”, um ambiente em que ocorrerão comunicações orais e abertura de portfólio dos artistas convidados. A plataforma de telepresença é uma tecnologia que permite a transmissão digital de imagem e som para um local distante do emissor, dessa maneira serão transmitidas performances ocorridas no Largo Pedro Arcanjo, como também será possível interagir com as performances ocorridas em outros lugares do mundo.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Artigo sobre o OSSO escrito por Maria Beatriz de Medeiros
http://www.anpap.org.br/2010/pdf/cpa/maria_beatriz_de_medeiros.pdf
domingo, 2 de maio de 2010
Entre Agosto e Dezembro de 2009, ocupamos estações, praças, viadutos, passarelas, pontes, igrejas e cemitérios da cidade e entorno, estendendo a arte para lugares comuns, estabelecendo assim uma relação com olhares curiosos de transeuntes. Assim, com este intento, iniciamos a produção da primeira Mostra OSSO Latino-Americana de Performances Urbanas.


